Casa as(sombra)da

Não é sobre fantasmas,
Nem assombrações.

Muito menos é,
Sobre vilões,
Ou histórias do mal.

É sobre o interior...
O interior que aqui reside,
Tão vazio e fechado,
Onde os anos passaram,
E as lágrimas ficaram guardadas.

O lago dos sonhos que ficou pelo caminho,
Jaz aqui dentro,
E agora quer falar-me,
Mas não sabe como.

É uma pronúncia conhecida e subtil,
Que entra como uma espada,
Que não pára de falar em silêncio,
E que vive nesta morte para o caminho celestial.

Não é sobre ganhar ou perder,
É sobre transcender.

Não é sobre a guerra material,
É antes o caminho para a verdade da mentira superficial.

Quanta loucura é viver apagado?
Sem a chama que nos faz luz cintilante,
Numa conspiração terrena que acabará,
(Certamente).

A casa as(sombra)da,
Reza a história,
Ficou fechada até que alguém tivesse coragem de a abrir.

Abrir?
O coração,
Nesta dança urgente da alma,
Que passou de geração em geração,
E que agora escolheu assinar:
Perdão.

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