Madrugada
O palpitar forte dos meus pés,
que não querem parar.
A dança cruzada das minhas mãos,
que anseiam o toque.
É uma luz que se aproxima,
e algo que se afasta.
Largada entre palavras,
surge um arrepio...
Desta tristeza nada resta.
São lágrimas que vão,
Sorrisos que chegam,
e de minha perdição nada contam já as histórias.
Sem qualquer imaginação,
é a angústia...
E depois da desilusão,
Perco-me...
Alguém me segura agora.
Não queiras saber quem me chama,
nunca importou...
Não queiras tocar meus lábios,
tudo sufocou...
Não queiras enxergar minha alma,
ela despertou.
Entre soluços mudos,
palavras que tentaram,
gestos falecem.
Surge a mágoa,
A vida que morreu em mim.
E,
Perdida entre silêncios,
vagueio entre memórias,
quando tudo o que gritei...
...foi amor!
(Nota: Clica na imagem, caso pretendas fazer download).



Comentários
Enviar um comentário